Artrite da Coluna Vertebral (Artropatia Facetária): Visão Geral
Artrite da Coluna Vertebral (Artropatia Facetária): Visão Geral
Saiba mais sobre as causas, os sintomas e o diagnóstico da artrite facetária da coluna vertebral.
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Artrite da Coluna Vertebral (Artropatia Facetária): Visão Geral
Este vídeo oferece uma visão geral sobre a artrite na coluna, também chamada de artropatia facetária. Artrite é um termo abrangente que se refere à inflamação das articulações. A artrite pode ocorrer de várias maneiras, como por condições autoimunes, lesões, fatores de estilo de vida e desgaste com o passar do tempo. O tipo associado ao desgaste é chamado de osteoartrite, que resulta da degeneração da cartilagem lisa que reveste as superfícies articulares. A osteoartrite é muito conhecida por afetar os joelhos e quadris, mas também pode atingir as pequenas articulações facetárias da coluna.
O que são as articulações facetárias? Primeiro, vamos dar uma olhada na coluna como um todo. A coluna é formada por 33 segmentos ósseos chamados vértebras, divididos em 3 seções principais: a cervical, ou pescoço; a torácica, ou meio das costas; e a lombar, ou parte inferior das costas. Ao longo da coluna, os componentes ósseos das vértebras variam para desempenhar diferentes funções, como proteger a medula espinhal ou vasos sanguíneos, ou formar articulações com as costelas. Embora cada vértebra possa ter uma aparência diferente, todas possuem componentes chamados processos articulares, que se estendem para cima e para baixo. Esses processos são revestidos por cartilagem articular e se conectam com as vértebras superiores e inferiores. Estas são as articulações facetárias.
Essas articulações facetárias conectam as vértebras em uma formação semelhante a uma corrente por toda a extensão da coluna, permitindo todos os movimentos, como flexão e torção. Além disso, discos compostos por cartilagem ficam posicionados entre cada vértebra para atuar como almofadas e amortecedores de impacto durante os movimentos da coluna. Por fim, a medula espinhal passa pelo centro da coluna vertebral, com nervos saindo pelas laterais das vértebras. Um tipo importante de nervo que sai em cada nível da coluna é o ramo medial. Esses nervos captam informações sensoriais, como a dor, e as enviam para o cérebro.
O que é artropatia facetária? A artropatia facetária é a artrite das articulações facetárias. À medida que a cartilagem da articulação facetária se desgasta, as articulações podem se tornar rígidas e dolorosas, resultando às vezes no crescimento ósseo excessivo.
Como a artropatia facetária se desenvolve? O processo natural de envelhecimento pode causar o desgaste da cartilagem das articulações facetárias. A diminuição da cartilagem pode aumentar a sobrecarga nas articulações facetárias, e a inflamação pode piorar com o tempo. A artropatia facetária pode ocorrer isoladamente, mas também pode acontecer juntamente com outro processo comum de envelhecimento chamado discopatia degenerativa. Aqui, a altura normal do disco intervertebral diminui, portanto a capacidade de absorver impactos também diminui. Como resultado, mais sobrecarga é colocada sobre as articulações facetárias. Não se sabe qual condição surge primeiro, mas a artropatia facetária e a discopatia degenerativa criam um ciclo em que uma agrava a outra ao longo do tempo.
A artropatia facetária é uma das condições degenerativas mais comuns que afetam a coluna vertebral, e a probabilidade de ser afetado aumenta continuamente com a idade. A artropatia da coluna cervical pode estar presente em 19% das pessoas de 45 a 64 anos, aumentando para 57% naquelas com 65 anos ou mais. Na coluna lombar, a artropatia sobe para 67% das pessoas de 45 a 64 anos e quase 90% para aquelas com 65 anos ou mais. A artropatia lombar tem maior probabilidade de ocorrer em mulheres. As vértebras mais comumente afetadas são L4 e L5. Outros fatores de risco incluem obesidade, lesão prévia ou anomalias genéticas.
Sinais e sintomas. Muitos pacientes podem ter artropatia facetária sem nenhum sintoma, mas alguns podem apresentar o seguinte. Dor localizada no local da artrite. Isso pode ser sentido como dor no pescoço ou na região lombar. Rigidez ou limitação na amplitude de movimento, que pode ser acompanhada de crepitação ou estalos. Aumento da dor com certos movimentos, potencialmente limitando a capacidade de realizar as atividades diárias. Em alguns casos, o espaço articular diminui e ocorre crescimento ósseo excessivo, o que pode comprimir os nervos adjacentes. Isso pode causar dor irradiada pelos braços ou pernas.
Exame e diagnóstico. Quando um paciente se apresenta a um profissional de saúde com qualquer um desses sintomas, diversos métodos serão utilizados para fazer o diagnóstico. O profissional de saúde realizará cuidadosamente um exame físico, palpando e avaliando a dor ou as limitações de movimento, bem como a presença de crepitação ou estalos. Pode-se aplicar compressão durante determinados movimentos para tentar localizar a área da artrite e determinar se algum nervo está envolvido. Exames de imagem serão utilizados para visualizar a coluna vertebral. As radiografias e tomografias computadorizadas visualizam a anatomia óssea, enquanto a ressonância magnética visualiza os discos intervertebrais e os tecidos moles ao redor. Além disso, o médico pode utilizar uma injeção diagnóstica para confirmar a localização da origem da dor. Esses métodos darão suporte ao diagnóstico de artropatia facetária, além de descartar outros distúrbios que possam afetar a coluna. O profissional de saúde prosseguirá com o plano de tratamento com base nesses resultados.
Em resumo, a coluna vertebral é formada por vértebras que se conectam entre si por meio das articulações facetárias. Com o tempo, essas articulações podem se desgastar, causando uma artrite chamada artropatia facetária. Isso geralmente ocorre em conjunto com a degeneração discal. Pacientes com artropatia facetária podem apresentar dor, rigidez e limitação nas atividades.
